sábado, 1 de junho de 2013

:/

     As vezes bate uma saudade, uma dor assim do nada que faz você cair na real e perceber que não adianta tentar fugir ou fingir um sentimento, que dá até vontade de gritar e dizer já chega, uma sensação ruim de precisar ter aquela pessoa ali com você, de precisar contar tudo pra ela e não poder, não querer admitir que sente falta, que ainda quer por perto ou que simplesmente quer. É  difícil sabe; muito difícil, até parece que nunca vai passar e você se pergunta o porquê, você quer uma explicação pra isso, mas não consegue nenhuma, você tenta esquecer e se afunda cada vez mais. Dói, e como dói quando você lembra que podia tá lá agora, quando pensa como as coisas poderiam ter sido diferentes, quando você olha pro lado e sente que tá faltando algo pra completar, pra te completar, mas você não consegue falar, talvez por medo, orgulho, insegurança; e aí que alguma coisa te puxa pra trás e te faz mudar de ideia e você pensa: será que vale a pena falar? será que isso vai mudar alguma coisa? será que ele também está sentindo o mesmo a ponto de está agora sentindo esse turbilhão de dores que eu estou sentindo? E você trava, escolhe ficar com tudo guardado ali dentro e seguir seus dias torcendo pra dor passar logo, pedindo pra esquecer, tentando não lembrar. As pessoas podem não entender, podem julgar, mas só quem sente sabe, e eu sei; sei como é sentir essa saudade que rasga o peito, sei como é ter que fingir até pra você mesma que não se importa, que pra você tanto faz, sei como é viver de mentiras, viver de promessas não cumpridas, sei como é sentir que nada mais vai ser igual, sei também como é tentar dar certo com outro alguém e não encontrar ninguém que te faça sentir como já foi um dia. Me julguem agora, me critiquem, me odeiem por isso, mas decidi falar a verdade hoje.

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